Pizza de irregularidades na abertura da CPI dos Ônibus

Na última sexta-feira (09), o salão nobre da Câmara Municipal do Rio de Janeiro foi palco de um ato torpe para a frágil democracia brasileira. Neste dia foram escolhidos o presidente e o relator da CPI dos Ônibus, proposta pelo vereador Eliomar Coelho (PSOL) para investigar as irregularidades no serviço de transporte rodoviário da cidade.

A primeira atitude antidemocrática foi a dificuldade criada para o acesso da população que queria acompanhar a reunião. A segurança da Câmara adotou uma operação tartaruga para dificultar e atrasar a entrada do público. Do lado de fora, aproximadamente 150 pessoas protestavam para entrar na casa.

Passava de 9h20min quando os portões foram fechados e a lotação do Salão Nobre não passava da metade. Um representante do MP não conseguiu entrar. Responsável por presidir a reunião, por ser o parlamentar mais velho, Eliomar Coelho (PSOL) chegou a suspender a sessão por 20 minutos para aguardar a entrada de mais pessoas. Foi neste momento que começou outro golpe contra a população.

Logo após o pedido de adiamento, o vereador Uoston (PMDB) pegou o microfone e iniciou o processo de votação para a escolha do presidente da CPI, votando no vereador Chiquinho Brazão (PMDB). Em seguida, Renato Moura (PTC) e Jorginho da SOS declararam o voto em Brazão. Essa votação foi iniciada sem o aval do vereador Eliomar Coelho (PSOL), que deveria, de acordo com o regimento interno da casa, presidir a reunião.

Eliomar saiu da mesa por não aceitar a forma como a reunião era conduzida, mas os demais vereadores ignoraram e iniciaram a votação para a relatoria da CPI. O peemedebista professor Uoston foi eleito com os quatro votos da bancada governista na CPI. A Comissão Parlamentar de Inquérito foi formada por membros que sequer assinaram o pedido da mesma.

Na terça-feira uma comissão formada pelos vereadores Renato Cinco, Eliomar Coelho, Paulo Pinheiro, Jefferson Moura, Tereza Bergher, Reimont, Leonel Brizola Neto e Márcio Garcia entrou com um pedido à Mesa Diretora da Câmara de anulação desta reunião por conta das seguintes irregularidades.

1 – Ela foi convocada sem o aval do Eliomar Coelho, que é o mais velho na casa e tem essa prerrogativa (isto está no regimento interno).

2 A população teve uma enorme dificuldade para entrar na Câmara Municipal para assistir a sessão de abertura da CPI.

3- O processo de votação foi iniciado sem que o vereador Eliomar (que presidia a sessão) encaminhasse a votação.

A Mesa Diretora negou o pedido.

O grupo de parlamentares também recorreu ao Ministério Público e pediu a anulação da reunião, recheada de irregularidades, que determinou a composição da CPI dos Ônibus.

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