Cade o Amarildo?

Na quinta-feira (01/08) a noite, uma nova manifestação reuniu mais de 700 pessoas na Rocinha para cobrar do Estado a responsabilidade sobre o desaparecimento de Amarildo de Souza, pedreiro que sumiu no dia 14 após prestar depoimento na UPP da comunidade. Parte dos manifestantes do ato“Cadê o Amarildo” seguiu para a casa do Governador Sérgio Cabral, onde se juntou ao Fórum de Lutas Contra o Aumento da Passagem e à manifestantes que retomaram a ocupação no local.

Nas ultimas semanas, militantes e professores também foram privados de suas liberdades. No dia 26, O estudante e membro do PSOL ,Rodrigo D’Oliveira Graça, sofreu um sequestro relâmpago por homens encapuzados que o obrigaram a entrar em um carro e p ameaçaram dizendo que ele serviria de exemplo e que estavam monitorando toda a corja do PSOL.

Rodrigo já tinha sido ameaçado com telefonemas e mensagens para seu celular e sua residência, tendo seu e-mail invadido e sua conta do Facebook cancelada. O sequestro ocorreu após ele realizar a denuncia pertinente na Comissão de Direitos Humanos da ALERJ e de ter registrado ocorrência na 18º delegacia de Polícia Civil.  Há poucos dias o sociólogo Paulo Bahía da UFRJ também alegou ter sofrido um sequestro relâmpago após ter concedido uma entrevista crítica a Polícia Militar, caso que já foi denunciado ao Ministério Público.

Já o jovem manifestante Bruno Teles foi preso acusado por atirar um explosivo contra policiais militares protesto do dia 22, durante a recepção do Papa Francisco. Imagens da Mídia Ninja, no entanto, comprovaram que ele estava desarmado durante o momento da agressão. Bruno foi libertado, mas as ações de coerção e intimidação continuam, com uma nova tropa de Policiais Militares que não levam seus nomes nos uniformes, mas identificações alfa-numéricas, tendo sido criada para acompanhar as manifestações. 

Nesse contexto, uma das principais bandeiras dos movimentos deve ser a proibição do uso de armas menos letais por parte das forças repressivas do Estado e a desmilitarização da polícia. Na Câmara dos vereadores, Renato Cinco foi um dos poucos vereadores que votou contra o uso desses equipamentos por parte da Guarda Municipal, precisamos agora com as forças da rua retomar esse debate.

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