Era digital

lula_imprensaA imprensa oficial no Brasil começa com a chegada da família Real, em 1808, sendo até então proibida. A imprensa brasileira nasceu no Rio de Janeiro em 13 de maio de 1808, com a criação da Impressão Régia, hoje Imprensa Nacional, pelo príncipe-regente dom João.

De lá para cá a imprensa brasileira cresceu e apresentou novas formas e mídias. Os jornais impressos tiveram que dividir a notícia com as rádios, estes, por sua vez, perderam espaço para as emissoras de TVs e agora as telinhas das TVs dividem a atenção do público com a internet.

O Brasil já soma 100 milhões de internautas. Somos o 5º país mais conectado do mundo e ainda podemos crescer muito. O fato é que o gigante virtual está tirando o sono dos donos da concentrada imprensa brasileira. No Brasil, seis famílias controlam 70% da mídia corporativa, mas a cada segundo, os donos da informação perdem poder para a internet.

Outro dado interessante é que a internet aumenta cada vez mais o mercado publicitário o que significa que além da audiência, o dinheiro também migra para a web. A fonte de renda da imprensa corporativa mingua e a saída para os donos da informação pode ser os cofres públicos, ou seja, a produção da mídia brasileira estará cada vez mais alinhada com os governos.

O problema é que eles não contavam com o levante popular que em junho deste ano colocou milhões de pessoas nas ruas. Agora são: mundo virtual e real assombrando as seis famílias, que controlam a mídia brasileira.

Em 2013, o facebook alcançou a marca de 67 milhões de usuários, um crescimento de 458%, em dois anos; no twittersomos o segundo, em número de usuários do mundo com 33,3 milhões de internautas e nove em cada 10 usuários de internet brasileira assistem vídeos no YouTube.

Uma força virtual que obriga a mídia corporativa a se reinventar e repensar essa produção vertical, que por anos empurrou goela abaixo suas programações aos telespectadores.

Jornais a cada dia perdem leitores e as TVs perdem telespectadores. No mês de fevereiro deste ano, o Jornal Nacional registrou uma média de 24,5 pontos de audiência, o que significa o pior da sua história. No mesmo período do ano passado, o telejornal apresentado por William Bonner e Patrícia Poeta obteve 31,5 pontos. Uma queda livre assustadora, mas é importante lembrar que de acordo com os números do Ibope, 24,5 pontos significam 15milhões de pessoas conectadas à TV Globo, em todo Brasil, no horário nobre.

Apesar das quedas, os números da mídia corporativa ainda são altos. Nos jornais, O Globo é o impresso mais lido do Rio, com 278 mil leitores por dia. Nas ondas das rádios as programações populares são as mais ouvidas colocando Tupi e Rádio Globo no topo do ranking das programações exclusivamente jornalísticas e nas TVs a Globo ainda é isolada líder de audiência.

Dados Ibope de maio de 2013 das 7h à 9h (registrado em abril)

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Dados Ibope de maio de 2013 das 18h às 0h (registrado em abril)

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Outro dado que não podemos desprezar é que além de termos um canal totalmente veiculado a uma igreja evangélica, a programação religiosa cresce nos meios de comunicação. A Rede V, herdeira da Manchete reserva 5 horários diários para a pregação de igrejas evangélicas. Um crescimento preocupante em TVs que são concessões públicas de um Estado, que se diz laico.

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