Entrega da Medalha Pedro Ernesto & Homenagem ao Movimento Negro

Na próxima segunda-feira (20/05), o Mandato do Vereador Renato Cinco homenageará os seis negros escravizados, Matheus, Eleutherio, Constantino, Maria, Manoel e Leopoldo, que deram início ao reflorestamento do que é hoje o Parque Nacional da Tijuca.

Na ocasião, será feita também uma homenagem, com entrega de Moções, aos militantes do movimento negro que ajudaram na mobilização e organização da marcha “Nada Mudou, Vamos Mudar!”, contra a farsa da Abolição, por seus 25 anos.

Local: Plenário Teotônio Vilela, Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, Cinelândia.

Quando: 20 de maio, segunda-feira, das 18 h às 21h.

Programação cultural: Filhos de Gandhi, Coral Yorubá, Bil-Rait “Buchecha” & Nina Rosa, com participação de Rafa Moraes, e exibição do documentário Marcha de 88 – Reflexão 125 anos.

O Parque Nacional da Tijuca, hoje tombado pelo IPHAN e declarado Patrimônio Natural Mundial pela UNESCO, é conhecido como a maior floresta urbana do mundo. Sua história se confunde com a história do Rio de Janeiro.

Os anos de extração sistemática de madeira e os séculos de plantio de café trouxeram consequências para além da devastação ambiental na área. Grande parte da cidade foi atingida pela falta d’água, o que foi inicialmente resolvido após uma decisão do Império e do intenso trabalho realizado por seis escravos. Matheus, Eleutherio, Constantino, Maria, Manoel e Leopoldo plantaram cerca de cem mil mudas de árvores durante pouco mais de uma década, dando início ao reflorestamento do que é hoje a Floresta da Tijuca.

O trabalho desses escravos, por sua importância para a história do Rio de Janeiro, não pode ser esquecido. Eles são símbolo da história que queremos contar. Nossa história não é apenas a história oficial, é também uma história de opressão, de colonização e de escravidão. As lutas por liberdade do povo negro e sua história não podem mais ser esquecidas ou silenciadas. Pelo contrário, temos o dever de reafirmá-las.

Por isso, no ano em que se completam 125 anos da assinatura da Lei Áurea, oferecemos esta honraria ao Parque Nacional da Tijuca. Esta é uma homenagem a esses seis trabalhadores e uma forma de contribuir para desvelar nossa história pela perspectiva dos excluídos.

Faremos também uma homenagem aos militantes do movimento negro que, em 1988, ajudaram a organizar a marcha “Nada mudou, vamos mudar” que denunciava os 100 anos da farsa da abolição.

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