Camelôs da Rua Joaquim Silva, na Lapa, lutam por seus direitos!

O vereador Renato Cinco (PSOL/RJ) participou, na última sexta feira (19), de uma reunião organizada pelos trabalhadores e trabalhadoras que sobrevivem vendendo seus produtos na Rua Joaquim Silva.

Os camelôs da Lapa estão sendo impedidos de trabalhar pelos Guardas Municipais da Prefeitura do Rio. Os agentes impedem a montagem das banquinhas nas ruas do bairro e proíbem o estacionamento. A ação prejudicou os moradores e comerciantes da região.

A especulação imobiliária da Lapa também assusta quem mora no bairro

A Joaquim Silva foi fundamental para a revitalização da Lapa. No início dos anos 1990, foi ali que começaram a surgir as rodas de samba, reunindo pessoas de todos os lugares da cidade.

Com a escassez de bares na área, foram os trabalhadores de rua, com isopores, que abasteceram o que hoje é um dos principais pontos turísticos e culturais do Rio de Janeiro. Uma revitalização popular foi então se concretizando e influenciou toda a região. Com o passar dos anos, novas manifestações culturais surgiram e bares foram abertos. Mas a Rua Joaquim Silva resistiu às mudanças e continuou com a cultura da e na rua, onde as pessoas se aglomeram como em blocos de carnaval e se divertem livremente. E foi essa cultura da e na rua que fez da Lapa um espaço democrático, onde se divertem pessoas de diferentes idades e classes sociais, e onde proliferam todos os tipos de manifestações culturais.

Elitização x revitalização popular desde baixo

A Lapa não seria o que é hoje sem os trabalhadores que ali estão, há tanto tempo. A política da prefeitura carioca, no entanto, parece privilegiar apenas as grandes e ricas casas de show que recentemente se instalaram no bairro mais boêmio do Rio.

Sem discussão popular, a prefeitura reabriu as ruas ao trânsito, um espaço conquistado pelo povo carioca; um povo que gosta de se divertir ao ar livre. As ações do Choque de Ordem reprimem os trabalhadores ambulantes e impede o sustento deles, numa tentativa de apagar a nossa história.

O Mandato do Vereador Renato Cinco se comprometeu a tentar ajudar essas trabalhadoras e trabalhadores. Há meses que eles tentam marcar uma reunião com representantes da prefeitura, através da Secretaria de Ordem, sem sucesso. O Mandato buscará então intermediar uma reunião com outras secretarias municipais, responsáveis por Trabalho e Renda e Desenvolvimento Social, e assim conseguir ao menos uma permissão provisória para que os camelôs possam trabalhar. Ao mesmo tempo, ajudará na sua organização numa associação. Na Câmara, o Mandato vai buscar uma forma legal de mantê-los trabalhando e com seus plenos direitos garantidos. A sobrevivência deles através do trabalho na rua construiu nossa história e nossa cidade. Os camelôs da Rua Joaquim Silva são um patrimônio da cultura carioca e assim devem ser tratados pelo poder público.

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