Comunidade do Horto sofre com a remoção de três famílias

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Nesta quinta-feira (4/4), três famílias foram removidas do Horto. A polícia era esperada para ontem, quando houve grande mobilização de moradores e apoiadores, no sentido de impedir a reintegração de posse.

Os moradores haviam feito um ato contra remoção da Comunidade do Horto em frente ao Ministério Público Estadual, na última segunda-feira, pedindo a regularização fundiária proposta pela UFRJ, em acordo com a União. O projeto prevê preservação ambiental e justiça social, comprovando que a política de remoção tem origem no favorecimento de interesses privados e da especulação mobiliária.

Nosso mandato está acompanhando essa luta, que está longe de acabar, ao lado dos moradores.

Confira a matéria do Comitê Popular Copa e Olimpíadas, sobre o que está acontecendo no Horto.

Segue o informe do que ocorreu hoje, via Observatório de Conflitos Urbanos na Cidade do Rio de Janeiro.

“Covardia Institucional no Horto

Contrariando a intensa e histórica batalha que resultou em processo de regularização fundiária do Horto, em curso, a juíza da 23ª Vara Federal do Rio, Maria Amélia Senos, decidiu pela remoção de três famílias que não tiveram condições de manter a disputa jurídica. A decisão, com data de execução para o dia 03/04, não conseguiu meios de se realizar porque os oficiais de justiça necessitavam de apoio logístico da direção do Jardim Botânico que ontem não foi concedido, muito provavelmente em função da grande manifestação política dos moradores que se organizaram para resistir durante todo o dia.
As decisões judiciais sobre as execuções dos 215 processos impetrados individualmente contra a posse histórica dos moradores do Horto vinham sendo prorrogadas por outros juízes em respeito ao processo de regularização, coordenado pelos órgãos competentes.
Os moradores esperavam que na manhã de 04/04, com a posse da nova diretoria do Jardim Botânico, a decisão de não apoiar o ato de violência que removeria as três famílias se mantivesse. Mas a gestão Lizt Vieira não terminaria sem que se evidenciasse a covardia e irresponsabilidade que marcaram sua passagem, e na manhã de hoje, em ato final, tais características se evidenciaram: concedido o apoio logístico, a Tropa de Choque da polícia militar, oficias de justiça e policiais federais baixaram na porta das casas das três famílias, compostas de crianças, jovens e idosos. Imprensa, parlamentares, apoiadores e amigos e cerca de duzentos moradores, além de representantes da Superintendência do Patrimônio da União, proprietária das terras e promotora do processo de regularização fundiária iniciaram difícil negociação para que os impactos da ordem judicial fossem amenizados e se criasse alternativas dignas de moradia para as famílias enquanto o processo de regularização tramita. As três famílias que vivem ali há décadas serão desapropriadas e dormirão em um hotel esperando as duas casas que a SPU conseguiu, uma na Tijuca, outra no Centro, ambas necessitando reparos, para habitarem a partir da semana que vem.”

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