Mulheres, direitos e flores

Na última sexta-feira (08), comemoramos o dia internacional da mulher. Nosso mandato aproveitou o protocolo da Câmara e homenageou Sandra Carvalho com a medalha Chiquinha Gonzaga. Sandrinha, como é conhecida por muitos, é militante dos Direitos Humanos e uma das fundadoras da ONG Justiça Global.

Dia histórico de manifestações, 08 de março também foi comemorado nas ruas. Numa caminhada lilás, a Av. Rio Branco ganhou novo nome, sendo transformada em Av. Clara Zetkin. E, pouco a pouco, cada rua passou a homenagear lutadoras históricas. A Buenos Aires virou Olga Benário; a rua do Ouvidor, Dandara dos Palmares. E assim rua por rua até a Cinelândia, transformada em Praça Regina dos Santos. Regina foi militante do MST e, no início do ano, foi estuprada e brutalmente assassinada em Campos, interior do estado do Rio de Janeiro.

“CONTRA TODAS AS FORMAS DE VIOLÊNCIA ÀS MULHERES”

O tema central do ato foi a denúncia das diferentes formas de violência a que as mulheres são submetidas todos os dias. Tema que mobilizou diferentes setores do Movimento de Mulheres, com o apoio de outros Movimentos Sociais do Rio de Janeiro na construção da passeata.

Os índices de violência sexual e doméstica no Brasil e no mundo crescem a cada ano. E, ao contrário do que se divulga, cada vez menos mulheres ocupam espaços de participação política. Um bom exemplo disso se mostra na Câmara dos Vereadores aqui do Rio. Na última legislatura, das 51 cadeiras, 15 eram ocupadas por mulheres. Em 2013 esse número diminuiu para 8.

UMA MEDALHA PARA UMA FLOR

Nossa homenageada, Sandrinha, é uma referência no debate dos Direitos Humanos. Foi a primeira brasileira a receber o Prêmio Anual de Direitos Humanos da Human Rights First (HRF), por seu importante trabalho de denúncia e fiscalização dos abusos e crimes cometidos dentro do sistema prisional no Brasil.

Em 1992, Sandra integrou a comissão que entrou no presídio do Carandiru logo após a chacina de 111 presos e constatou as evidências de que havia ocorrido um massacre. Sua atuação foi fundamental para impedir a descaracterização do cenário do crime e garantir a presença da perícia técnica. A partir de então, Sandra se especializou na área de segurança pública e voltou seu trabalho no Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP) para a reforma das polícias e do sistema penitenciário brasileiro.

Atuando há 12 anos, a Justiça Global se credenciou como uma das principais organizações brasileira de direitos humanos no país. Nos últimos anos, tem sido grande parceira na construção de uma rede de militantes em volta do tema dos direitos humanos à cidade junto com os movimentos sociais no Rio de Janeiro e no Brasil.

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